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57% dos negócios pagariam menos impostos se mudassem o regime tributário do Simples Nacional para o Lucro Real.

A Triven realizou um levantamento para analisar quando a escolha pelo Simples Nacional pode prejudicar as empresas. O estudo contou com sete startups enquadradas nesse regime tributário, com faturamento médio anual de R$ 2,2 milhões e tempo médio de operação de três anos.

Embora o Simples Nacional facilite a tributação e reduza a burocracia, ele nem sempre é a alternativa mais adequada para negócios com mindset de inovação, que costumam operar em ritmo acelerado e registrar prejuízos nos primeiros anos de atividade.

Planejamento tributário eficaz é essencial

Empresas que não têm uma gestão tributária adequada podem comprometer o seu crescimento em estágio inicial, além de terem que recorrer à captação de aportes financeiros.

Por outro lado, quando a escolha pelo regime fiscal está correta e de acordo com o momento do negócio, a tendência é que se tenha uma economia relevante no caixa. Para isso, é necessário seguir alguns procedimentos:

  • Avaliar e considerar as estratégias e o perfil do negócio;
  • Analisar qual regime se encaixa melhor no momento e na estrutura da empresa;
  • Levar em conta o impacto financeiro de cada opção.

Sinais de que o Simples Nacional já não é a melhor escolha

Algumas situações reforçam a necessidade de mudar do Simples Nacional para o Lucro Real. Confira:

Prejuízos que podem ser compensados se houver uma mudança para o Lucro Real

Uma das principais vantagens do Lucro Real em relação ao Simples Nacional é a possibilidade de compensar prejuízos fiscais acumulados em exercícios anteriores.

No regime do Lucro Real, empresas podem utilizar prejuízos passados para abater parte do lucro tributável, reduzindo assim o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) a pagar.

Isso é relevante para negócios em fase de investimento ou expansão, que acumulam prejuízos temporariamente, pois existe a chance de nivelar a carga tributária nos anos seguintes.

Crescimento do faturamento sem aumento proporcional da lucratividade

Quando o faturamento cresce, mas os custos impedem um aumento proporcional na lucratividade, o Simples Nacional pode deixar de ser vantajoso. Isso porque, nesse regime, os tributos incidem sobre o faturamento bruto ou a receita bruta, independentemente da margem líquida ou da rentabilidade real.

Se o lucro líquido for pequeno ou a margem de lucro for menor que os percentuais presumidos, o valor de imposto pode representar uma carga elevada sobre os resultados reais.

Nesses casos, migrar para Lucro Real, onde a tributação acompanha o lucro efetivo, pode evitar que a empresa pague impostos altos mesmo com baixa lucratividade.

Custos e despesas elevados que reduzem ou anulam o lucro

Empresas com estrutura de custos elevada, que inclui gastos com folha de pagamento, aluguel, insumos e manutenção, tendem a não se beneficiar do Simples Nacional, porque nesse regime as despesas operacionais não são deduzidas na base de cálculo.

No Lucro Real, por outro lado, essas despesas são dedutíveis e podem levar a uma carga tributária significativamente menor.

Conclusão

O estudo reforça que a escolha do regime tributário deve ir além da simplicidade operacional. Para startups, que passam por ciclos intensos de investimento, variação de margem e estruturação financeira, o Simples Nacional pode parecer a opção mais prática, mas nem sempre é a mais vantajosa.

A decisão certa pode representar a diferença entre crescer com segurança ou comprometer recursos valiosos nos primeiros anos de operação.

Fale com a gente e saiba como o time da Triven pode apoiar sua empresa no momento de escolher o sistema tributário.

Imagem do post: Designed by Freepik

Frederico Matias

Controller financeiro na Triven