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Independentemente de atuar em mercados horizontais ou verticais, uma coisa é certa: a empresa precisa definir estratégias que contemplem as particularidades envolvidas.

Enquanto a verticalização se concentra em nichos específicos e oferece soluções personalizadas, a horizontalidade abrange um escopo que atende a uma variedade de necessidades e segmentos. Essas especificidades exigem um planejamento tático eficiente, para que o negócio tenha um crescimento sustentável diante de um cenário tão dinâmico.

O que são mercados horizontais e verticais?

A verticalização é pautada na segmentação de setores, serviços de alto valor agregado e de margem significativa. Por outro lado, a horizontalização é caracterizada por uma oferta mais ampla de produtos e serviços, diversos segmentos e atendimento mais generalista.

  • Segmentação e qualificação:

No mercado vertical, é mais fácil identificar os clientes devido à menor variação nos critérios. Já no horizontal, a qualificação e a mensuração dos investimentos em conversões são mais complexas, uma vez que os parâmetros mudam bastante.

  • Preço e vendas:

A verticalização costuma ter um modelo de receita recorrente, com vendas mais aceleradas no curto prazo. No caso dos mercados horizontais, a maioria dos negócios não tem receita recorrente e as vendas são mais lentas.

  • Relacionamento e fidelização:

Negócios verticais têm um conhecimento específico do setor de atuação e oferecem um atendimento personalizado. Os horizontais, por outro lado, possuem um relacionamento mais generalista e, consequentemente, enfrentam dificuldades para acompanhar as necessidades específicas dos clientes.

Exemplos de negócios verticais e horizontais:

A Walmart e a Whole Foods são duas grandes empresas que atuam em setores correlatos. Apesar de ambas venderem produtos alimentícios, existem diferenças claras entre seus respectivos modelos de negócio.

A Walmart é uma multinacional de lojas de departamento que oferece diferentes produtos e atende a diversos mercados simultaneamente. Seu modelo de negócio é horizontal, pois atua em vários segmentos.

Já a Whole Foods é uma rede de supermercados especializada em produtos orgânicos que adota um modelo de negócio vertical. Seu foco é mais nichado, tanto em termos de consumidores quanto de fornecedores.

Vantagens e desvantagens

Nos mercados verticais, os benefícios incluem atendimento especializado, forte potencial de fidelização e marketing mais eficiente, devido ao maior conhecimento sobre os clientes. No entanto, há risco mais alto de impactos negativos por mudanças macroeconômicas, baixa diversificação de setores e vulnerabilidade, por conta de possíveis mudanças no nicho de mercado.

Nos horizontais, as vantagens são o atendimento a públicos heterogêneos, potencial elevado de usuários e soluções abrangentes. Os riscos incluem dificuldade de fidelização e maior Custo de Aquisição de Cliente (CAC), devido à falta de diversificação de produtos e serviços.

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Boas práticas para empresas verticais e horizontais

No caso da verticalização, as empresas devem ser vistas como especialistas em sua área de atuação, oferecer soluções personalizadas e manter um relacionamento estreito com os clientes. É importante investir em pesquisa e desenvolvimento, garantir qualidade e conformidade, utilizar marketing direcionado e desenvolver parcerias estratégicas dentro do setor.

Negócios horizontais, por sua vez, precisam diversificar seus produtos e serviços para atender vários setores e serem ágeis e adaptáveis às necessidades específicas de cada mercado. É preciso entender as diferentes demandas dos clientes, oferecer inovações de produto aplicáveis a diversos setores, explorar as oportunidades geográficas e ter eficiência operacional.

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Conclusão

A escolha entre verticalização e horizontalidade não é apenas uma questão de preferência, mas uma decisão estratégica que define a trajetória e o sucesso de uma empresa. Tanto em mercados verticais quanto horizontais, a chave para prosperar está na capacidade de inovação e flexibilidade.

Crédito da imagem: Imagem de freepik

Fernando Trota

Fernando é Founder e CEO da Triven. É responsável pelas iniciativas de CFO as a Service, Advisory e People as a Service integrando gestão financeira, melhores práticas e gestão com foco em startups.